quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Herói onírico

Na madrugada da virada sonhei que era um herói. Na verdade, uma referência... Líder de uma resitência, nem lembro do quê... E era líder por acaso. Líder sem querer ser... Mas mesmo um pouco relutante, muitos amigos aderiam ao movimento de resistência, muitos lutavam ao meu lado, e aquilo fazia a luta continuar.

A inspiração para um sonho tão inusitado - diria até infantil - foi a leitura. Antes do final do ano, terminei de ler, a toque de caixa, o último volume da saga de Harry Potter. Sei que nem todo mundo gosta, nem todo mundo acha uma leitura enriquecedora, mas, ao contrário do herói do sonho, eu não tive como resistir. O mundo fantasioso do bruxo quatro-olhos atrai o lado sonhador de qualquer um que ainda tenha isso um pouco vivo em si.

Tudo bem... Acho que uma parcela de culpa também contribuiu para o sonho. Ontem deveria estar do lado de duas amigas, que perderam o pai no último dia do ano, mas a chegada do reveillon ao amanhecer me fez domir até tarde. E como já sabia que não acordaria a tempo, minha consciência quis me mostrar isso: eu tinha quem me apoiasse e, egoísta, não estava fazendo o mesmo. 'Os amigos te apóiam até em sonho, mas você não apóia seus amigos...' Antes que haja críticas, fui desculpado e já estou fazendo por onde, pra compensar a minha ausência. Mas o engraçado é reconhecer por que meios a minha consciência trabalha...

Voltando ao livro, achei o final previsível, mas interessante. Sem dúvida é o livro menos infantil da série... Às vezes é até um pouco violento para crianças, muitas mortes e detalhes de ferimentos sanguinolentos são mostrados, mas tudo fica bem quando percebemos que a escritora apenas seguiu a definição exata do gênero "infanto-juvenil", pressupondo que os leitores mais novos não são tão inocentes e os mais velhos já estão preparados pra vida. Além disso, muitos dos leitores mirins do primeiro livro já estão na idade final dos personagens principais da trama e já conseguem digerir estas coisas... E, claro, percebemos que a escritora é, acima de tudo, uma boa empreendedora e entendeu que o livro não atingia apenas ao público inicial.

Sabendo que um roteiro não suporta o detalhismo do livro, esperemos agora os dois últimos filmes, pra ver se o cinema consegue dar um desfecho coerente à história que criou. Enquanto isso, deixo aqui um clipe que achei na internet (já divulgado aos plebeus há um tempo), que traz cenas dos quatro primeiros filmes. Chamou minha atenção por brincar em cima de uma música de Rent... (se conseguirem, prestem atenção na letra da música).

E que os heróis que nos tornamos em sonho possam romper um pouco o limite da fantasia.

2 comentários:

Juliana Aquino disse...

Amigo!! O primeiro a escrever no Teorias e começou bem!!!!!!!!!!!
beijocas

Grazy Vedder disse...

ai..é tão bom quando um livro consegue mexer assim com a gente!

Adorei o post.