terça-feira, 15 de julho de 2008

Dois assuntos em um: Peitões e Coletivos (não confundir com peitos para todos...)

A palavra de ordem era "extravasar"... Entrei aqui para, inspirado pelo último, irreverente e "despudorado" post de Bruno Mazzeo em seu blog, falar de algo que também me incomoda no mundo da estética feminina: os peitões bolas de silicone. Aquelas mulheres (90% das vezes americanas e 70% atrizes pornôs) que aumentam os peitos como se participassem de um concurso de encher balão... Aquelas mulheres que podem servir de marquise nos dias de chuva... Aquelas mulheres que chegam bem antes de realmente chegar.


Como coloquei em comentário por lá, nada contra quem goste. Há gosto pra tudo... Mas realmente não me apetece esta estética. Sei que tem quem faça bom uso do produto (do silicone, não dos peitões-balões), um uso moderado... Dá só uma levantada nos mais caídos, uma aumentada nos miúdos, nada que seja condenável e que tire a naturalidade do corpo. Mas existem aquelas que realmente preferem separar as coisas...

Pois bem... Estava realmente empolgado para falar disso neste blog, que é escrito por mim e por mulheres (o vice-Rabugento aposentou-se e o outro plebeu nem entrou), sabendo que, provavelmente, seria apoiado por elas, visto que, se não fosse para nos agradar, elas não estariam ligando se os dito cujos apontam pra cima ou mergulham no prato de sopa... Aliás, elas gostam muito quando falamos disso, porque descobrem que não precisam se transformar para agradar...

Mas ao pensar nos textos de Sr. Mazzeo, lembrei do programa dele, das ciladas da vida e de um outro assunto, que nada tem a ver com peitos, mas, há um tempo, gostaria de trazer ao blog: ciladas no ônibus.

Como bom proletário, ando de ônibus todos os dias. E como bom preguiçoso, sempre saio atrasado. E, claro, como todos já sabem, sou rabugento e, por isso, muitas coisas me incomodam... Por isso, estou mais propenso a perceber as pequenas coisas que podem irritar no cotidiano e as grande ciladas que Murphy nos arma.

Nada melhor do que estar atrasado para o trabalho (ou qualquer outro lugar) e contar com a pontualidade de um coletivo. Não sei por quê, mas todas as vezes que saio determinado a pegar uma linha específica de ônibus, é exatamente ela que vai demorar a passar. Todas as linhas que já esperei demoradamente na vida passam descaradas na minha frente, em grande número... Mas a linha que preciso pegar, aquela que faz o trajeto que preciso fazer, não passa. E, claro... Quando passa, passa por fora. Não está nem aí pra mim... Passa direto e me deixa com o dedo em riste, com todo mundo olhando.
Depois de desistir e assumir que preciso pegar aquela outra linha que passa por perto e vai me fazer andar, pego o primeiro dessa que chegar. Geralmente, virá com ar condicionado (que funciona no inverno e não funciona no verão) e será mais caro. Como já esperei demais, já subo na esperança de que o ônibus ande rápido e diminua meu atraso... Não precisa dizer que, um minuto depois, verei o ônibus que esperei ultrapassando aceleradamente aquele em que estou... Não precisa dizer que ele era mais barato e estará repleto de pessoas conhecidas, que esperavam naquele mesmo ponto em que eu estava. Não precisa dizer que o perderei de vista e ficarei pra trás.

É batata... Quando você (a partir daqui o foco é você porque, sejamos francos... Murphy é amigo de todos nós) estiver adiantado para qualquer compromisso, vai pegar um Ayrton Senna no volante e vai chegar antes do imaginado. Quando você estiver atrasado, tudo vai atrapalhar... É o motorista que passeia, obras no meio da estrada, carros e táxis que páram na frente do ônibus pra alguém descer, sinais que fecham rapidamente, passageiros em todos os pontos do caminho, pessoas pegando ônibus fora do ponto, pessoas que demoram pra encontrar o dinheiro da passagem e formam filas na porta, dezenas de velhinhas e velhinhos que demoram uma eternidade para subir e descer do ônibus (não existe subir "ou" descer... eles sempre vão para dois pontos depois de onde pegaram o ônibus e você precisará esperar os dois casos) etc Fora aquelas pessoas que encontram uma grande dificuldade de andar até o ônibus quando uma fila se forma entre eles... E o ônibus precisa parar duas vezes no mesmo ponto.


Depois de muito agoniado com a demora, você sente que precisa espairecer, que precisa se distrair e para de se preocupar com o atraso. É aí que entra "o passatempo da sua viagem"... Ambulantes que vendem de tudo (sinto saudades dos cortadores de legumes...), cegos com ajudantes antipáticos, palhaços e atores de companhias que visitam hospitais e, pasmem, já vi até músico pedindo pela Música Popular Brasileira...

Neste momento o ônibus, geralmente, começa a encher. Você, que está sentado, pretende ficar onde está. O ônibus vai enchendo e você não desistirá de ir sentado. O ônibus vai apertando, e você resiste... Você pensa que nada vai te tirar de onde você está, até a hora em que uma gorda chega ao seu lado e fica roçando a barriga (ou você espera que seja) em seu ombro. Você dá um jeito de empurrar um pouco a gorda, para ela se tocar. Ela não se toca e se apóia mais em você. Vale dizer que a gorda nunca está sozinha... Ela sempre vem acompanhada de figuras tão caricatas quanto (a magra dentuça de chapinha, a coroa metida a moderninha, com calça três números menor e o jovem de carapinha oxigenada que desmunheca)... O grupo fala alto e a gorda ri, como se nada estivesse acontecendo... Você se afasta, mas a "barriga" se aproxima um pouco mais. Você se afasta mais, mas a barriga te persegue. Você já está quase se deitando no ombro do passageiro ao lado, e os solavancos te comprimem cada vez mais. Neste momento, você percebe que estar sentado não é mais uma vantagem e se anima em levantar. Uma senhora passa por perto e você logo pensa na desculpa: "claro... preciso dar lugar aos mais velhos". Você se levanta em direção à senhora, para puxá-la ao assento mas, em fração de segundos, a gorda toma o seu lugar. Ela era mais ágil do que parecia...

Agora você está de pé. Para que a gorda não esfregue o ombro em sua barriga, ou partes piores, você se afasta um pouco. Agora você está em pé e em uma parte do ônibus um pouco mais apertada, visto que há um espaço em frente à gorda. Nessa hora, sempre aparece o grupo da frente do ônibus que precisa saltar, mas não se adiantou para tal. Esse também é um grupo bastante recorrente. É um grupo que parece se organizar para esse momento. Eles nunca estão perto da porta quando o ônibus chega ao destino deles. São aqueles que berram o fatídico: "Peraê, piloto!" O "piloto", é claro, fecha a porta de propósito só pra ver no que vai dar..."Abre aê, piloto!!! Porra... Fechou na minha cara!! Tá maluco? Eu vou descer!!". Educação de um lado e de outro...

A viagem já demorou mais do que você esperava. Você já não se preocupa com o atraso, pois já terá a clássica "chamada de atenção"... Você já começa a pensar nas desculpas... Você sente que seu ponto está chegando. O alívio toma conta de você. A melhor coisa que poderia te acontecer naquele momento não é mais ganhar na loteria, não é trabalhar com o que gosta, não é dormir com a Gisele Bündchen (que além de linda, é uma das poucas que não perderá o trema no final do ano)... A melhor coisa que pode te acontecer é puxar a cordinha.

Mas como nada é perfeito, o motorista, agora, está com pressa... E, para seu azar, ele não pára no seu ponto... E você não é do tipo que grita: peraê piloto!... Você esbreveja um modesto "ô", tendo a sorte de o trocador estar atento e te ouvir lá pela terceira vez. Vendo que você não é do tipo 'peraê piloto!', ele avisa que você está querendo descer e o motorista pára. Muito mais longe do que você imaginava... É... O jeito, é andar... E, no final, você só consegue lembrar que, no dia seguinte, mais um ônibus te espera...
Agora, quem nunca passou por uma cilada em um ônibus, que não aumente um ponto. Quem teve a sorte, comente.

2 comentários:

Grazy Vedder disse...

HAHAHHA...depois eu reclamo "das pessoa tudo que sofre dos nelvus e dos figo" da van que pego todo dia.

Mas eu sinto a sua dor meu amigo. Tb já sofri muiiito pegando busão. Imagina, da Ilha p/ PUC, 3hrs p/ ir, mais 3hrs p/ voltar, e pegando o bus na Central, com os "colega" tudo berrando no seu ouvido as promoções do dia, ao som de Aline Barros e funkão do Vidigal tocando... AO MESMO TEMPO..."dilícia"!

Mas veja o lado bom da situação, evoluí, hj sou uma pessoa que anda de van, e isso tb pode acontecer com vc...não perca as esperanças.

Juliana Aquino disse...

Muito bem amigos.. eu tbm já tive as minhas aventuras com Murphy. Sabem o q é estar em São Gonçalo, terra esquecida até pelo demo, num sol de rachar, esperando um ônibus e ainda ter que aguentar a ineficácia dos profissionais do volante? Pois bem, nesse dia quenteeeeeeeeee fiquei rezando pra o ônibus ser com ar. Enfim ele chega e é com ar, mas como esmola demais o santo desconfia, no momento que vc precisa sair do buzum e ir pra a sua casa a roleta está travada e vc fica com três opções: uma é passar por cima da roleta (pra mim não dá) e outra é passar por de baixo dela (o q tbm não dava) ou ir até o ponto final de Botafogo para depois voltar pra Laranjeiras pq o infeliz do motorista não destravou a roleta!! Olha aquele dia me deu tanta raiva, mas tanta raiva!!
Por isso eu amo Metro mesmo achando q um dia algo muito sinistro vai acontecer por lá...
ALANNNNNN
MORRI DE RIR IMAGINANDO VC NO BUS!! HAHAHHAHAHAHHAHA