terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Centenário da Pequena Notável!

Se Carmen Miranda estive viva, estaria completando 100 aninhos. Apesar de não ter vivido em sua época de glória, eu assumo a minha tietagem por ela.

Carismática, autêntica e talentosa, CM levou o Brasil para o mundo, apesar de ser portuguesa, ela tinha alma brasileira (como ela mesmo dizia). A pequena notável (ela tinha 1,54 m de altura e calçava 33), foi uma grande mulher, sempre a frente do seu tempo, ela não tinha vergonha de seu corpo, falava tudo o que pensava e encarou o Hollywood de uma forma corajosa.

Em pouco mais de 15 anos de carreira, ela gravou 300 músicas em mais de 140 discos, além de 14 filmes e milhares de shows, sobretudo no Brasil e nos Estados Unidos, onde era conhecida como "Brazilian Bombshell". E desde o início de sua carreira americana, Carmen fez uso de barbitúricos para poder dar conta de uma agenda extenuante. Nos Estados Unidos, tornou-se dependente de vários outros remédios, tanto estimulantes quanto calmantes. Por ser também usuária de tabaco e álcool, o efeito das drogas foi potencializado. Por conta do uso cada vez mais freqüente, Carmen desenvolveu uma série de sintomas característicos do uso de drogas, mas não percebia os efeitos deletérios, que foram erroneamente diagnosticados como estafa por médicos americanos.

No início de agosto de 1955, Carmen gravou uma participação especial no programa televisivo do comediante Jimmy Durante (veja aqui sua última apresentação). Durante um número de dança, sofreu um ligeiro desmaio, desequilibrou-se e foi amparada por Durante. Recuperou-se e terminou o número. Na mesma noite, recebeu amigos em sua residência em Beverly Hills, à Bedford Drive, 616. Por volta das duas da manhã, após beber e cantar algumas canções para os amigos presentes, Carmen subiu para seu quarto para dormir. Acendeu um cigarro, vestiu um robe, retirou a maquiagem e caminhou em direção à cama com um pequeno espelho à mão. Um colapso cardíaco fulminante derrubou-a morta sobre o chão. Seu corpo foi encontrado pela empregada na mesma noite.



Em 12 de agosto de 1955, seu corpo embalsamado desembarcou de um avião no Rio de Janeiro. Sessenta mil pessoas compareceram ao seu velório realizado no saguão da Câmara Municipal da então capital federal. O cortejo fúnebre até o Cemitério São João Batista foi acompanhado por cerca de meio milhão de pessoas que cantavam esporadicamente, em surdina, "Taí", um de seus maiores sucessos.

No ano seguinte, o prefeito do Rio de Janeiro Francisco Negrão de Lima assinou um decreto criando o Museu Carmen Miranda, o qual somente foi inaugurado em 1976 no Aterro do Flamengo.

Aliás, em homenagem ao seu centenário, o museu vai exibir, durante esta semana, 13 filmes, fazer debates com Ruy Castro, autor da biografia sobre a artista, e com parentes dela, além de shows com cantores como Marcos Sacramento e grito de carnaval com o Cordão da Bola Preta. E tb terá uma escultura em tamanho natural seguindo as características da cantora foi criada pelo artista plástico Ulysses Rabelo, que estudou a máscara mortuária e a arcada dentária de Carmen para garantir a fidelidade da peça.

Além da escultura, o museu tb possui 3.560 itens sendo 461 peças de indumentárias, entre elas 220 bijuterias, 11 trajes completos de shows e filmes, cintos, sapatos e turbantes, além de 1.900 partituras, manuscritos, roteiros, 710 fotografias e cartazes, todas doadas pela família de Carmen.


Segue então a minha sugestão...vale muita a pena conferir!

Bjs e inté!

Fonte: Wikipédia

3 comentários:

Alan DB disse...

Minha dica é o documentário "Banana is business", que, além de contar essa história, ajudou na retomada do Cinema Brasileiro.

Agora, quanto à Carmem... O melhor é que ela gostava de samba, ao contrário de uns e outros. hehehe

Alan DB disse...

Banana is my business...

Juliana Aquino disse...

Eu tbm adoro ela Gra!
Ahh ela tinha 1,52!!! hahahah vc foi boazinha!
Beijosss