segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Mais armas


Final de semana movimentado... Depois de um post bem sucedido, lido por muitos, e depois de rever alguns velhos e desaparecidos amigos numa social animada, veio a triste notícia. Um ‘sacrifício’ maior do que eu poderia supor... Cuidamos de nossos animais sem saber o quanto serão de estimação. O quanto nós dedicaremos de nosso tempo e o quanto daremos de nossos corações... E o quanto será difícil a quebra de laços.

A guerreira foi embora, deixando um vazio grande... São pequenos momentos que fazem muita diferença. A “festinha” ao chegar em casa. Os latidos incessantes quando qualquer pessoa cruzava o corredor do prédio. Os pedidos de carinho... Enfim, convivência que já fez alguma e ainda fará muita falta.

O sentimento de perda contido, mais moderado, me fez pensar... Deveríamos conviver mais. Não apenas com nossos animais, mas com nossas pessoas. Deixamos muitos “pequenos momentos” de lado. A vida realmente seria sonho se pudéssemos ter isso diariamente... Se, mais uma vez, deixássemos o velho e bom comodismo de lado e vencêssemos a falta de tempo e a distância que nós mesmos criamos...

Depois dessa reflexão piegas e lugar comum, deixei o luto ficar escondido e fui ao Sopão de Sábado. De início, não consegui me empolgar com a atividade. Depois, com a necessidade do trabalho a ser feito, pus-me a ajudar. E no meio de quentinhas, alguma descontração e poucos amigos (porque poucos realmente se engajam quando se pede comprometimento), fui reconfortado. Aquilo veio no momento certo...

Sempre vai haver aquela comparação... Enquanto pessoas passam fome, os donos dão o que há de melhor pra seus animais de estimação. Isso sempre será polêmica. Por um lado, existem certos exageros... Muito dinheiro gasto com futilidades poderia ser usado pra ajudar alguém... Mas tem também o outro lado. Assim como eu e você lutamos pra ganhar o nosso dinheiro, pra ter o que podemos ter, as outras pessoas podem lutar pra ter... Os animais, em cidade grande, nem tanto.

Enfim, o assunto gera muita discussão. E passa até pelo mérito que sempre se discute quanto à própria Pastoral do Sopão... Seria certo dar o peixe? Isso não mantém a pessoa na rua? Não seria melhor ensinar a pescar? E outros surgem na outra corrente. Enquanto não tenho como ensinar a pescar, ao menos dou o peixe. Ao menos dou um pouco de dignidade pra quem está ali. E é melhor do que não fazer nada (Aí, sejamos francos... Muitos que estão aí pra criticar, realmente não mexem um dedo pra nada. Pra gente ou bicho.... Poucos são os que criticam, praticando o que pregam.)

Mas, voltando à vaca fria: que diabo então te reconfortou, plebeu rabugento? Justamente perceber que a vida segue. Que o que podíamos ter feito pela nossa guerreira, fizemos. E que temos que seguir fazendo por pessoas, bichos ou natureza em geral (Agora me senti meio... Prof. Raimundo: “ - Dona Flora Própolis”... Dona Flora – “Viva a natureeeeza”!)

Valeu descobrir que independente de estar agradando uma ou outra corrente, o que vale é não ficar sentado, pensando no próprio umbigo. O que nos leva de volta ao velho e bom jargão: o que vale é usar nossas armas! E cuidar do que precisar ser cuidado...

OBS.: OK, OK, caros plebeus! Exagerei. Não deveria ser redundante. Depois do post da violência, não deveria ficar insistindo em conscientização... Desculpem, mas precisava “externar”. Bem, prometo que no próximo post não trago meu lado “chatinho consciente” e volto a ser rabugento escroto. Pra descontrair um pouco...

Até lá!

5 comentários:

Phernando Faglianostra disse...

Incrível como tem cães e gatos que fazem mais falta do que certas pessoas. Entendo isso.

A propósito, indiquei vocês para responderem um meme lá no meu blog. Dêem uma olhada.

Abs

baptistadiana disse...

Poxa, Alan, tô amando ver seus textos, mas pena que vc só exterioriza seus sentimentos por aqui, afinal, eu nem sabia que vc havia perdido a sua guerreirinha! Que pena, amigo e que bom que o sopão o confortou! Assim é a vida que vamos levando, a cada dia aprendendo o sabor da dor com a cor da alegria do dia seguinte. Espero que eu seja sua amiga pra sempre e esteja, mesmo sem sentir fazendo vc lembrar do lado divertido da vida. Aquele céu cinza e triste que no meio da tarde, inesperadamente brota num sol ardente. =) bjs

Alan DB disse...

Valeu, Diana! Finalmente conseguiu comentar! hehehe Seu comentário, apesar de também ser na linha sentimental, me anima! hehe Brigado pela força, fia... bjos!

Léo Ramos disse...

Mesmo tendo uma cachorrinha há 4 meses, a gente se apega tanto que também ficaria mal se algo acontecesse com ela. Imagino você que convive há mais de 10 anos.

êêêê, é Fernanda Alencaaaaaaarrrr!!! disse...

Fiquei muito triste pelo q aconteceu e sei q, um dia, isso vai acontecer comigo tb. É a primeira vez q tenho um bichinho de estimação e já posso sentir um laço muito forte entre nós. A gente se apega demais!!! Muita força aê, Alan!!!! :*